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Corpo de menino de 4 anos arrastado por rio em Caxias do Sul é encontrado; buscas pela mãe continuam
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Corpo de menino de 4 anos arrastado por rio em Caxias do Sul é encontrado; buscas pela mãe continuam

Corpo de Juliano, 4 anos, é encontrado em Caxias do Sul após carro ser arrastado por rio. Buscas por sua mãe, Eliane, continuam.

Éder Luiz

Éder Luiz

Corpo de menino de 4 anos arrastado por rio em Caxias do Sul é encontrado; buscas pela mãe continuam

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O comandante do Corpo de Bombeiros de Caxias do Sul, tenente-coronel Márcio Muller Batista, confirmou na manhã desta terça-feira (22) que o corpo de Juliano César da Silva, de 4 anos, foi localizado. O menino estava no carro que foi arrastado pela correnteza do Rio São Marcos, em Parada Cristal, na manhã de segunda-feira (21).

Na noite de segunda-feira, o corpo de Joziane da Silva Rodrigues, de 13 anos, irmã de Juliano, já havia sido localizado dentro do veículo. A mãe das crianças, Eliane Nunes da Silva, de 43 anos, que dirigia o carro no momento do acidente, segue desaparecida.

Os bombeiros mantiveram as operações de busca durante toda a madrugada. Na manhã desta terça-feira, familiares que acompanhavam os trabalhos informaram ter avistado o corpo poucos metros abaixo do ponto onde o carro havia sido retirado do rio, após serem orientados pelos bombeiros a buscar no trecho a jusante. O segundo-sargento Erikson de Souza fez a retirada do corpo, que estava preso a galhos às margens do rio. Em seguida, ele foi encaminhado à Polícia Civil e ao Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Sybele da Silva Huff, de 24 anos, filha de Eliane e irmã de Juliano, participava das buscas com o marido e uma tia quando o corpo do irmão foi encontrado. Em depoimento à imprensa, ela relatou a comoção da família com a confirmação da morte da criança, dizendo não ter palavras para descrever o sentimento diante da perda.

Buscas por Eliane continuam

O capitão Vinicius Manfio, do Corpo de Bombeiros, informou que as buscas por Eliane seguem a partir do ponto onde o veículo foi levado pela correnteza. Com a redução do nível do rio, a expectativa das equipes é ampliar a área de visualização e avançar também para dentro do leito. “O rio já está baixando, então a gente consegue ter uma área visual maior”, afirmou o capitão.

As equipes devem utilizar também drones com câmera termográfica para auxiliar na localização da mulher. Conforme o capitão, as buscas serão feitas pelas margens do rio e, conforme a necessidade, em trechos do leito. Em áreas de maior profundidade, mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul poderão ser empregados.

Dinâmica do acidente

Segundo o capitão Manfio, há indícios de que os ocupantes do veículo tentaram sair durante o acidente: os cintos de segurança foram retirados, e o carro teria tombado diversas vezes dentro do rio, atingindo pedras com a força da água. Com os danos causados aos vidros, as vítimas podem ter sido projetadas para fora do veículo, o que explicaria o fato de nem todos os corpos terem sido encontrados dentro do carro.

O capitão destacou que o volume de água e a elevação do nível do rio tornaram a situação de alto risco no momento do acidente. As equipes agora concentram os esforços na localização de Eliane, sem estabelecer um perímetro final para as buscas, que devem continuar ao longo dos próximos dias.

Com informações do Pioneiro/GZH.


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